Reunião também abordou reajuste nos planos de saúde, demandas relacionadas ao programa GERA e fechamento de agências
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu nesta semana com representantes do banco para discutir a renovação do acordo da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) e apresentar demandas relacionadas às condições de trabalho dos empregados. A Feeb SP/MS esteve representada na reunião pela dirigente do Sindicato dos Bancários de Campinas, Daniele Miyachiro.
Entre os pontos levados pela representação dos trabalhadores está o retorno das homologações nos sindicatos, mesmo que de forma facultativa, medida considerada importante para garantir maior orientação e segurança aos empregados no momento do desligamento.
Também foram discutidas a manutenção da taxa do crédito imobiliário para trabalhadores desligados, a garantia de plano de saúde para empregados adoecidos e a necessidade de estabelecer um fluxo mais consistente para tratamento de denúncias de assédio moral e sexual encaminhadas por meio da CCV.
Planos de saúde
Na reunião, o banco também apresentou dados de aumento da sinistralidade para justificar os reajustes nos planos de saúde anunciados no último mês. Segundo o Itaú, os índices chegaram a 9,80% no Itaú Saúde e 10,37% na Unimed.
Problemas no GERA
A representação dos trabalhadores entregou ao banco um documento reunindo principais problemas relacionados ao programa GERA que, segundo os dirigentes sindicais, continuam sem solução.
Entre os pontos citados estão questões ligadas ao SQV, dificuldades no canal “Fale com o GERA” e conflitos de vendas entre gerentes e canais digitais, situações que têm gerado pressão e dúvidas no dia a dia de trabalho nas unidades.
Fechamento de agências
Outro tema abordado foi o processo de reestruturação da rede de atendimento do banco. De acordo com relatório apresentado pelo Itaú, 250 agências foram fechadas em 2025. A previsão é de que outras 188 unidades sejam encerradas até maio de 2026.
Os representantes dos trabalhadores reforçaram a necessidade de acompanhamento permanente dessas mudanças, com atenção aos impactos sobre as condições de trabalho, a mobilidade dos empregados e o atendimento aos clientes.
O banco informou que avaliará as demandas apresentadas e deverá trazer respostas na próxima reunião da mesa de negociação.
Fonte: Feeb-SP/MS