COE Itaú discute compensação de horas negativas com o banco

Programa de bolsa de estudos e PCR serão debatidos no próximo encontro

Na tarde desta quarta-feira (20), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com o banco por meio de videoconferência para tratar sobre a questão da compensação das horas negativas.

A COE apresentou ao banco o número de trabalhadores que entraram no banco de horas. De acordo com a representação dos bancários e bancárias, é alto o índice de funcionários com mais de 400 horas negativas. De acordo com a Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, o atual cenário impossibilita a compensação do acordo no período de 12 meses. “Nossa proposta foi para que o banco aumente a compensação destas horas para 18 meses, a iniciar no mês de março com revisão a cada três meses”, explica o secretário geral da Feeb Reginaldo Breda.

O movimento sindical reivindicou, ainda, a possibilidade da inclusão de uma cláusula de prorrogação deste período por mais seis meses, caso os trabalhadores não consigam zerar os seus bancos.
A representação questionou, também, casos como o de bancárias em licença maternidade e o de funcionários que sofreram afastamento por acidente de trabalho. “Precisa ser analisado caso a caso, pois trabalhadores, por exemplo, que se encontram nestas condições podem não conseguir zerar suas horas”, explica Breda.

Em resposta, o banco se comprometeu a avaliar a proposta e os questionamentos e reafirmou que as horas não serãodescontadas quando houver desligamento por iniciativa do banco.

PCR
As negociações em torno do Programa Complementar de Resultados (PCR) e do Programa Bolsa Auxílio Educação 2021 foram prorrogadas para a próxima reunião devido prolongamento do debate,.
O movimento sindical reforçou a urgência para o próximo encontro para que as questões sejam sanadas antes que a nova direção assuma seus postos.

O banco prometeu apresentar um programa interno de treinamento de requalificação, como ampliação ao programa de Bolsas, que será estendido aos dependentes.

Banco do futuro: agência do Itaú 2030

O novo modelo de agências também fez parte da pauta. O banco apresentou aos dirigentes sindicais o andamento do novo modelo de agências e informou que um projeto piloto terá início nas regionais de Guarulhos (SP) e São João do Meriti (RJ). De acordo com o banco, as escolhas incluem agências de todos os portes. O novo modelo prevê o fim da área comercial e operacional e a criação de uma área única com o novo modelo de trabalho integrado. Para o banco, o novo modelo trará efeitos positivos tanto para clientes como para os funcionários, por meio da geração de novas oportunidades de carreira.

“Nosso papel agora é acompanhar toda a movimentação neste processo de readequação de modo que esse novo modelo não gere prejuízo aos funcionários”, explica Breda.

Em reunião, o banco garantiu que a missão do projeto não é diminuir o número de funcionários das agências, mas sim organizá-los, com uma ressignificação dos cargos de gestão da agência.

O movimento sindical se comprometeu a construir uma agenda de discussão deste novo modelo e também sobre o Gera, programa que vai substituir o Agir, ligado à remuneração variável dos funcionários do Itaú, assim que as questões iniciais deste encontro forem solucionadas.

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