Feeb SP/MS cobra transparência do Santander em mesa sobre diversidade e segurança bancária

Reunião da COE deu continuidade às negociações iniciadas em 2025 e debateu dados, programas internos e condições de segurança nas agências

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu, nesta quarta-feira (28), com a direção do banco para dar continuidade à mesa de negociação sobre Diversidade e Segurança Bancária. O encontro dá sequência às discussões iniciadas no ano passado e ocorre após definição na reunião realizada em dezembro de 2025.

Na pauta de diversidade e igualdade de oportunidades, o banco apresentou ações voltadas ao letramento, à formação interna e à comunicação institucional. Os representantes dos trabalhadores, no entanto, voltaram a cobrar maior transparência e acesso efetivo aos materiais produzidos, de forma que o conteúdo chegue aos empregados e possa subsidiar o acompanhamento sindical e o aprimoramento das políticas adotadas.

A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) foi representada pela diretora Letícia Françoso, que reforçou que a mesa é resultado de reivindicações históricas do movimento sindical e destacou a necessidade de dados mais específicos sobre a categoria bancária.

“O banco segue apresentando informações consolidadas do conglomerado, mas é fundamental que os dados sejam detalhados e reflitam a realidade dos bancários. Transparência é condição básica para avaliar se as políticas de diversidade estão, de fato, produzindo resultados”, afirmou Letícia.

Durante a reunião, o movimento sindical voltou a solicitar a divulgação dos dados do Censo de Diversidade, ainda pendente, além do compartilhamento das cartilhas internas de inclusão e acessibilidade, tecnologias assistivas e do material voltado à inclusão de pessoas com deficiência. Segundo o banco, assim que o censo for concluído, os dados serão encaminhados às entidades, e houve novo compromisso de disponibilizar as cartilhas para acesso do movimento sindical.

Os dirigentes também ressaltaram que, apesar da existência de programas voltados à diversidade, persistem desigualdades significativas, especialmente no que se refere à remuneração. A mesa de Igualdade de Oportunidades, que existe há mais de duas décadas, segue sendo um espaço permanente de cobrança por avanços concretos nas condições de trabalho e na equidade salarial entre homens e mulheres, negros e brancos.

Segurança

Na segunda parte da reunião, o debate se concentrou na segurança bancária. O Santander informou que, em 2025, não houve registro de assaltos a agências com uso de armas e que os casos ocorridos se deram, em sua maioria, durante a madrugada. O banco também destacou investimentos em tecnologia, monitoramento e capacitação, afirmando que todos os funcionários passaram por treinamentos na área de segurança e que houve redução expressiva nas perdas.

O movimento sindical, no entanto, manifestou preocupação com o modelo de funcionamento de algumas unidades, especialmente lojas com menor presença de vigilância ostensiva. Para os representantes dos trabalhadores, a combinação de conflitos entre clientes e a ausência de segurança armada em determinados locais aumenta a sensação de vulnerabilidade dos bancários, sobretudo daqueles que têm acesso a cofres e sistemas sensíveis.

Questões relacionadas à segurança remota, como fraudes cibernéticas e de sistemas, seguem sendo tratadas em mesas específicas de negociação.

Como encaminhamento, ficou acordado que a mesa de diversidade será retomada após a conclusão e ampla divulgação do Censo de Diversidade, permitindo uma avaliação mais precisa das políticas adotadas pelo banco.